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Embora o parto vaginal represente a atividade humana natural com o maior risco de lesão musculoesquelética por hora de exposição, as lesões decorrentes frequentemente passam despercebidas — em alguns casos, por décadas.

Os tecidos que podem ser lesionados durante um parto vaginal difícil são semelhantes aos envolvidos em outras lesões musculoesqueléticas. No entanto, ainda é pouco reconhecido que múltiplas estruturas podem ser acometidas, incluindo fraturas por estresse do osso púbico, lesão do nervo responsável pela inervação do músculo levantador do ânus direito ou esquerdo, lesões por estiramento dos próprios músculos levantadores do ânus e/ou lesões por distensão passiva do corpo perineal, da membrana perineal e da fáscia endopélvica.

A complexidade do quadro é ampliada pelo fato de que cada uma dessas estruturas pode sofrer lesões em diferentes graus de gravidade, além de as lesões poderem ocorrer em diversas combinações.

Como contribuição para a literatura existente, os autores apresentam, pela primeira vez, uma classificação das lesões musculoesqueléticas do assoalho pélvico, na qual as informações relevantes são organizadas de forma sistemática e acompanhadas de ilustrações que facilitam sua consulta e compreensão.

Como a identificação precoce dessas lesões e a intervenção adequada podem reduzir — e até prevenir — sintomas de longo prazo, é importante realizar o rastreamento de atletas no período pós-parto e encaminhá-las, quando indicado, a profissionais especializados em saúde do assoalho pélvico.

Essa abordagem favorece uma colaboração interdisciplinar mais adequada entre os especialistas em saúde pélvica e a equipe de medicina esportiva responsável pelo acompanhamento dessas atletas.

Tradução livre do resumo (abstract) do artigo original. Em caso de divergência, prevalece a versão publicada pelos autores.

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